... e a sua importância !
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Numa época de mentiras, frustrações e projectos falidos, é preciso acreditar que ser POSITIVO e INOVADOR pode fazer toda a diferença. Este Blog mudou de rumo para poder colaborar com projectos e pessoas que façam a diferença pela sua DEDICAÇÃO, ENTUSIASMO E CRIATIVIDADE. Recusamos viver atolados na crise que nos criaram ... Vamos passar a fazer eco de ALTERNATIVAS ao actual Status-quo .
sábado, 5 de outubro de 2013
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
domingo, 29 de setembro de 2013
VENCEDORES !
COM GENTE DESTA...PORTUGAL PODE MUDAR ...Se...
POLITICA:
CICLISMO:
TÉNIS:
POLITICA:
Rui Moreira
"Pela 1.ª vez o partido que
venceu na cidade foi o Porto"CICLISMO:
TÉNIS:
domingo, 22 de setembro de 2013
sexta-feira, 20 de setembro de 2013
...PARECE UM FILME !...
por
JOÃO CÉSAR DAS NEVES
2013-09-09
Nos anos 1960, Portugal era um país pacato e trabalhador, poupado e prudente, que se sacrificava generosamente, labutando dia e noite para cumprir os deveres.
Frequentemente emigrava e procurava vida melhor noutras terras.
E os patrões, franceses ou alemães, suíços ou americanos, gostavam dele, por ser pacato e trabalhador, poupado e prudente.
Havia quem abusasse da sua dedicação, e ele sabia-o.
Sentia-se enganado, mas apesar disso trabalhava com afinco.
Um dia, Portugal recebeu uma boa notícia da terra.
Aqueles que abusavam dele tinham sido afastados.
A opressão acabara e ele podia regressar, para viver rico e feliz na sua própria casa.
E Portugal voltou, porque já não seria preciso ser pacato e trabalhador, poupado e prudente.
Era um país democrático, livre, independente.
A nova geração iria viver como os patrões franceses e alemães.
E Portugal gastou.
Criou autarquias e dinamização cultural, comprou frigoríficos e televisões, fez planeamento económico, exigiu escolas e hospitais.
Só que a euforia da liberdade política criou um problema de endividamento.
Quatro anos após regressar, Portugal estava falido, com o FMI à porta, exigindo pagamento.
O choque foi grande.
Portugal compreendeu que, afinal, não era como os patrões europeus.
Estava tão desgraçado como os mexicanos, os argentinos, os gregos e outros países da dívida.
O buraco era enorme.
Não havia solução.
Foi então que Portugal se lembrou de seus pais, pacatos e trabalhadores, poupados e prudentes.
E perante a austeridade do FMI, Portugal esforçou-se, apertou o cinto, labutou, amealhou e pagou as dívidas.
Os países credores não acreditavam que fosse possível a recuperação, enquanto os dirigentes e políticos bramavam contra a nova ditadura do dinheiro e exigiam direitos.
Mas Portugal não quis ouvir e, uns anos depois, tinha a casa em ordem.
Foi espantoso!
Os europeus, admirados, gostaram de Portugal, por ser pacato e trabalhador, poupado e prudente.
Quando o viram de novo com as contas certas e a vida organizada, aumentaram-lhe o ordenado, ofereceram-lhe sociedade.
Portugal entrou na CEE.
Jantou com os antigos patrões, de igual para igual.
Passou a ser europeu.
Até que um dia Portugal recebeu uma boa notícia.
Os seus esforços tinham sido recompensados e ele fora admitido na moeda única.
A partir de agora iria partilhar não apenas instituições e directivas, mas taxas de juro e crédito.
Era finalmente um parceiro a sério, considerado mesmo igual.
Pertencia ao clube, não apenas político, mas financeiro.
Podia viver rico e feliz na sua terra.
E Portugal achou que já não seria preciso ser pacato e trabalhador, poupado e prudente.
A nova geração iria viver como os parceiros franceses e alemães porque, graças ao euro, pedia dinheiro emprestado nos mesmos bancos e aos mesmos preços.
Casaria até a filha com o filho deles.
Era um país desenvolvido, capitalista, globalizado.
E Portugal gastou.
Construiu auto-estradas, fez parques industriais, exigiu computadores para todos os alunos e novas carreiras médicas.
Só que a euforia da liberdade financeira criou um problema de endividamento.
Dez anos depois de entrar no euro, Portugal estava falido, com a troika à porta, exigindo pagamento.
O choque foi grande.
Portugal compreendeu que, afinal, não era como os países ricos.
Estava tão desgraçado como irlandeses, gregos, argentinos e outros países da dívida.
O buraco era enorme.
Não havia solução.
Então Portugal lembrou-se de seus pais e avós, pacatos e trabalhadores, poupados e prudentes.
A nova geração voltou a velhos hábitos.
Agora, perante a austeridade da troika, Portugal esforça-se, aperta o cinto, labuta, poupa e paga as dívidas.
Os credores não acreditam que seja possível a recuperação, enquanto os dirigentes bramam contra a ditadura do dinheiro e exigem direitos.
Mas Portugal não quer ouvir.
Labuta, amealha, emigra e procura vida melhor noutras terras.
E os patrões, franceses ou alemães, suíços ou americanos, gostam dele por ser pacato e trabalhador, poupado e prudente.
Parece um filme!
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
MEMÓRIAS !...
Um
artigo de Fátima Bonifácio, Jornal Público, 05.09.13
"A
morte de António Borges
Não
me espanta mesmo nada a displicência enfadada com que foi
pela Esquerda acolhida a notícia da morte de António Borges, por
contraste com a comoção homérica que provocou o desaparecimento de Miguel
Portas. A Esquerda sempre teve dois pesos e duas medidas. Um dos
postulados capitais, basilares do comunismo sempre foi, e continua a
ser, o de que a moral deles é diferente e superior à dos outros. Defendem
os pobrezinhos, pugnam pela igualdade dos homens, prometem construir
sociedades em que cada um receba o que precisa independentemente
do que merece, almejam a felicidade e o bem-estar universais. O Bem
está do lado deles. Por isso mesmo — e atente-se na perversão contida
neste (aparente) paradoxo — podem perpetrar o Mal à vontade, sem limites
nem escrúpulos de qualquer ordem. Trotski, como aliás Lenine e sobretudo
Estaline, foram explícitos a este respeito: os comunistas podem
sequestrar crianças, matar pais e filhos e avós, dizimar populações
inteiras à custa de fomes deliberadamente provocadas, prender, torturar, executar
e deportar milhões de pessoas, perseguir ciganos, judeus e homossexuais,
sem que por isso percam uns minutos a vasculhar qualquer
culpa albergada nalguma prega recôndita da sua massa encefálica, ou sem
que ao menos lhes ocorra proceder a um exame, ainda que perfunctório,
das suas consciências. Sempre estiveram e continuam perfeitamente
tranquilas, apesar dos crimes inqualificáveis que cometeram.
Sempre
me repugnou a condescendência generalizada — sim, generalizada à esquerda
e à direita — de que os comunistas beneficiam e sempre beneficiaram. A
razão disso não é difícil de descortinar. Praticaram atrocidades, mas foi
pelas razões mais justas, belas e humanitárias do mundo, ao passo
que Hitler assassinou milhões de judeus inocentes por um motivo que lhes
não podia ser imputado, o facto de terem nascido judeus. É verdade
que assim foi, desgraçadamente. Mas quem ler alguma coisinha de história
do regime soviético aperceber-se-á rapidamente de que os
kulaks, de classe social que eram, foram transformados pelo
estalinismo numa raça ou etnia: os filhos de alegados kulaks, tão
inocentes como os judeus massacrados pelos nazis, eram perseguidos,
presos e mortos precisamente por isso — por serem filhos de kulaks: a
peste transmitia-se de pais para filhos e netos; aliás, “kulak” tornou-se
um insulto como foi o de “fascista” a seguir ao 25 de Abril:
um epíteto depreciativo ou até odioso, completamente desligado
da sua significação político-sociológica original. E, na Pátria dos
Trabalhadores, ser kulak, real ou inventado, serviu de desculpa política
para toda a casta de perseguições e assassinatos. Depois, a Rússia
teve um papel decisivo na derrota da Alemanha na II Guerra Mundial, e
isso, aos olhos de um Ocidente capitalista eternamente
culpabilizado — por motivos longos de explicar — tornou ainda mais
luminosa a auréola que emoldurava o Comunismo.
Mas
não foi preciso esperar pelo desfecho da II Guerra Mundial para que um
regime bárbaro e sanguinário acabasse bafejado pelas boas graças
do Ocidente e em especial pelos respectivos intelectuais, salvo
honrosas excepções como Aron ou Camus. Em meados dos anos trinta do séc.
XX, Boris Souvarine tentou esforçadamente publicar em França
uma biografia de Estaline, tendo submetido a obra (que ainda
hoje se recomenda (1)) à Gallimard. Dada a ausência de resposta, Georges
Bataille intercedeu junto de André Malraux, membro do
comité de leitura da editora. Eis a resposta dada por este
ilustre e celebrado intelectual de esquerda, um medalhado da
Democracia: “Je pense que vous avez raison, vous, Souvarine et vos
amis, mais je serai avec vous quand vous serez les plus forts.” (2) O
curioso está em que mesmo hoje, quando já são eles os mais
fracos, continuam, em países como Portugal, a beneficiar de um
respeito e consideração que o seu passado, nunca renegado, em absoluto não
autoriza.
Nunca
os comunistas portugueses admitiram qualquer erro ou crime e ainda menos
qualquer culpa. Nunca se demarcaram do estalinismo — nunca fizeram a
mais leve autocrítica — e, para meu espanto e de muitas pessoas, acham-se
os verdadeiros democratas e lutadores pela liberdade. Esta arrogância
moral brada aos céus. Mas o Jerónimo e a sua capelinha lá estão
sentados no Parlamento, falando em nome da Democracia e — pasme-se —
de Portugal e dos Portugueses, enquanto o já não tão jovem Bernardino
defende nos Passos Perdidos, em frente às câmaras de televisão, que a
Coreia do Norte é um regime democrático. Que dizer de Cuba, esse
paradisíaco santuário dos pobres e desvalidos do mundo, onde
a Liberdade nos entra pelas narinas! Quando em 1991 os comunistas
russos ensaiaram um golpe de Estado para liquidar Gorbatchov e asfixiar
novamente a União Soviética, os comunistas portugueses rezaram para
que o golpe triunfasse, e não conseguiram disfarçar o seu desgosto e
frustração pelo desfecho vitorioso da liberdade.
Isto
— esta recusa em olhar de frente o passado e reconhecer o crime — cava em
Portugal um fosso intransponível entre a Democracia e o Comunismo:
está aqui a raiz da impossibilidade de diálogo, a origem de um insanável
desaguisado que nos transforma em inimigos e nos impede de discutir
ideias racionais como adversários polidos e civilizados. Mas então, e a
Esquerda não comunista? A Esquerda socialista ou não alinhada? (Não me detenho
no Bloco para não gastar espaço com minudências.) A Esquerda socialista e
não alinhada não renega as suas remotas origens, como um filho não renega
um pai alcoólico ou ladrão; e, mais decisivo, partilha com os comunistas,
embora mais discretamente, a aversão pela Liberdade tal como
os liberais a entendem, e abominam o regime capitalista em que ela
nasceu, germinou e se expandiu (3). Para António Borges
está naturalmente guardada uma olímpica indiferença ou um aberto
desprezo."
segunda-feira, 2 de setembro de 2013
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